Rolou um dia de folga, to aqui em casa depois de ter dormido mais de 8 horas inteirinhas. Minha cabeça tá um turbilhão de coisas, tem hora que tá tudo se encaminhando bem e, de repente, estraga tudo. Mas quem disse que era pra ser fácil?
Cheguei aqui bem no meio da crise, a recessão é muito evidente aqui na Irlanda, taxa de desemprego aumentou absurdamente, greve dos motoristas de ônibus, taxistas, banqueiros e até os pubs estão fechando. Porém, mesmo assim, to com dois empregos, seguindo firme rumo ao tão sonhado mochilão.
No meio disso tem a dificuldade em passar as nossas vagas no ap pro próximo. Porque aqui é assim (não lembro se já expliquei): Ao entrar na casa deixamos um depósito que retiraremos no momento da saída, só que não é bem assim que funciona. Quem tem que achar o próximo morador e cobrar dele o depósito somos nós mesmos; coisa que no momento que o país se encontra não é nada fácil. Estamos fazendo de tudo, afinal são 4 vagas em menos de 1 mês -> moço, rodrigo, cauê e eu. Graças a Buddha a primeira já foi, hoje a noite teremos a primeira guria morando no mesmo quarto, Rosa, do Piuaí (mais notícias a frente). Isso tudo porque conseguimos abaixar o aluguel com a Landlady.
Bom, passado esse stress pensei que agora fosse só planejar o mochilão tranquilaço, comprar as pasagens, marcar a estadia, comprar o sleepingbag...No entanto (é a quarta conjunção adversativa desse post) surge a doencinha do porco loco aí, pra quê né? que conhece minha mãe já imagina o que aconteceu...e o pior que é a mulher tá certa. Tem lugar mais saboroso pra se pegar um vírus desse do que num trem fechado lotado de gente de toda parte do mundo, ou então, que tal um hostel em Berlim especializado em mexicanos? Fo-deu, again! já to providenciando as máscaras e o remedinho poderoso Tu-alguma coisa. To indo igual, Pandemia meu
cazzo. Julho to no braziles de novo.